LP Djavan – Alumbramento

Alumbramento, lançado em 1980, é o terceiro disco do cantautor e instrumentista alagoano Djavan (Caetano Viana), é seu desembarque definitivo entre os maiorais da canção brasileira. Três deles endossam o então recém-chegado, com parcerias e até um dueto. O carioca do Estácio, Aldir Blanc (1946-2020) com o comparsa Paulo Emilio, na triangulação autoral do cabuloso “Tem boi na linha”. Aos solavancos de síncopas infernais, a letra esculpe uma viagem pelo subúrbio: “a bolsa e a vida dançam nesse trem/ te cuida! / sacola, cabaço, futuro, tutu”. A dupla Djavan-Aldir volta a se reunir no sobrenatural “Aquele um”, outro samba gingado, sob uma descrição enfumaçada do cenário: “ Da geração dos poetas alternativos dos anos 70, o mineiro de Uberaba, radicado no Rio, Antonio Carlos de Brito, o Cacaso (1944-1987) leva Djavan para outra paisagem, na “Lambada de serpente”, toada polvilhada de saberes regionais. “Cuidar do pé de milho/ que demora na semente”. Por sua vez, o carioca Chico Buarque é o co-autor da pérola título, um “Alumbramento” (“deve ser bem louca/ deve ser animal/ hálito de gim’”) que desagua num scat jazzístico. Notável prestidigitador autoral, o mesmo Chico, nas vertigens tortuosas de sua “A rosa” (“espinho cravado em minha garganta/ a santa, às vezes troca meu nome/ e some”) dueta em tal sincronia com o solista, a ponto de não se saber qual dos dois é o autor da obra de arte.

Do núcleo duro instrumental deste disco fazem parte Luizinho Avellar (piano, clarinete), Sizão Machado (baixo), Ari Piassarolo (guitarra), Paulo Cesar (bateria), Chico Batera (percussão). E ainda há adesões ilustres como os ases do sopro Jorginho, Copinha, Mauro Senise, Leo Gandelman, Vitor Assis Brasil, Bidinho, Paulinho Trompete, Serginho Trombone, na esquinada e dissonante saideira autoral “Sururu de capote”. Marcante a ponto de nomear o grupo que acompanharia Djavan em sua definitiva entronização no Olimpo da MPB a partir daí.

Lista de Músicas:

Lado A:

1. Tem Boi na Binha

2. Sim ou Não

3. Lambada de Serpente

4. A Rosa

5. Dor e Prata

Lado B:

1. Meu Bem Querer

2. Aquele Um

3. Alumbramento

4. Triste Baía da Guanabara

5. Sururu de Capote

 

Djavan – Alumbramento

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SKU: 101499

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Alumbramento, lançado em 1980, é o terceiro disco do cantautor e instrumentista alagoano Djavan (Caetano Viana), é seu desembarque definitivo entre os maiorais da canção brasileira. Três deles endossam o então recém-chegado, com parcerias e até um dueto. O carioca do Estácio, Aldir Blanc (1946-2020) com o comparsa Paulo Emilio, na triangulação autoral do cabuloso “Tem boi na linha”. Aos solavancos de síncopas infernais, a letra esculpe uma viagem pelo subúrbio: “a bolsa e a vida dançam nesse trem/ te cuida! / sacola, cabaço, futuro, tutu”. A dupla Djavan-Aldir volta a se reunir no sobrenatural “Aquele um”, outro samba gingado, sob uma descrição enfumaçada do cenário: “ Da geração dos poetas alternativos dos anos 70, o mineiro de Uberaba, radicado no Rio, Antonio Carlos de Brito, o Cacaso (1944-1987) leva Djavan para outra paisagem, na “Lambada de serpente”, toada polvilhada de saberes regionais. “Cuidar do pé de milho/ que demora na semente”. Por sua vez, o carioca Chico Buarque é o co-autor da pérola título, um “Alumbramento” (“deve ser bem louca/ deve ser animal/ hálito de gim’”) que desagua num scat jazzístico. Notável prestidigitador autoral, o mesmo Chico, nas vertigens tortuosas de sua “A rosa” (“espinho cravado em minha garganta/ a santa, às vezes troca meu nome/ e some”) dueta em tal sincronia com o solista, a ponto de não se saber qual dos dois é o autor da obra de arte.

Do núcleo duro instrumental deste disco fazem parte Luizinho Avellar (piano, clarinete), Sizão Machado (baixo), Ari Piassarolo (guitarra), Paulo Cesar (bateria), Chico Batera (percussão). E ainda há adesões ilustres como os ases do sopro Jorginho, Copinha, Mauro Senise, Leo Gandelman, Vitor Assis Brasil, Bidinho, Paulinho Trompete, Serginho Trombone, na esquinada e dissonante saideira autoral “Sururu de capote”. Marcante a ponto de nomear o grupo que acompanharia Djavan em sua definitiva entronização no Olimpo da MPB a partir daí.

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1. Tem Boi na Binha

2. Sim ou Não

3. Lambada de Serpente

4. A Rosa

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4. Triste Baía da Guanabara

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